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       Por Antonio Araujo
antonioaraujo@riodica.com


Tema do ENEM 2017 evidencia o despreparo na educação dos alunos para temas importantes

 10/11/2017 02:37:12       1743 Visualizações

No último domingo, 04 de novembro, tivemos o primeiro dia da edição de 2017 do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Para quem ainda não conhece o ENEM ou não sabe da sua importância, essa é a prova que pode garantir aos alunos uma vaga nas melhores universidades do país. A avaliação é composta por 180 perguntas e uma redação, devido a ser um teste muito longo, os estudantes realizam em duas partes, nesse ano, nos dias 04 e 11 de novembro.

Dentre as 180 questões os alunos são testados a mostrar seus conhecimentos em todas as disciplinas presentes ao longo de sua vida educacional e dentre todas as discussões que cabem ao ENEM, uma que ganha destaque todos os anos é o tema da redação. A redação tem um peso enorme na nota do estudante e seus temas são sempre complexos, para mostrar quem está realmente preparado para deliberar sobre todos assuntos possíveis.

O tema da redação do ENEM de 2017 foi “Desafio para formação do surdo no Brasil”. A proposta era falar sobre as barreiras encontradas por pessoas portadoras dessa necessidade, no processo educacional e a inclusão não só dos surdos, como também de outros alunos que tendem a ser excluídos por apresentar algum tipo de limitação física ou cognitiva. Não demorou muito para que os alunos que acabavam de realizar a prova começassem a protestar contra o tema escolhido.

 

“Um absurdo, existem outros temas mais importantes”

“Não estava preparado para isso, o tema foi muito difícil”

“Não sabia nada sobre o tema, fui pego de surpresa”

 

A medida em que as reclamações apareciam, se demonstrava mais evidente o despreparo dos alunos para lidar com temas realmente importantes da nossa sociedade. Alguns justificavam sua indignação dizendo que existiam temas mais relevantes, mas, ninguém disse que o tema do ENEM é escolhido numa escala de relevância, abordando temas importantes e que merecem discussão, cabendo ao aluno estar preparado para todos.

Claramente é difícil o preparo para todos assuntos possíveis de serem protagonistas da redação, mas justificar que não existia nenhuma informação sobre inclusão no Brasil chega a ser um pouco exagerado. Não é preciso procurar muito para vermos diariamente, casos de pessoas que foram excluídas de determinada situação social por apresentar algum tipo de deficiência.

A falta de preparo dos alunos e a forma como foi difícil para eles falar sobre educação inclusiva no país, deixa ainda mais evidente a necessidade de aprofundamento no assunto. A atual geração de jovens, que logo se tornarão adultos, talvez não esteja preocupada com temas desse gênero, por não conviverem diretamente com essa situação.

 Esse tema além de importante, foi necessário, pois ao perceber a relevância sobre arealidade da exclusão social, fará com que os jovens de 16, 17 ou 18 anos, passem a não só entender sobre determinado assunto, para se sair bem na redação, mas também para ajudar ana transformação da realidade, que ainda é muito incômoda em nosso país.